Bandas de Congo

27 bandas de Congo do Estado de Espírito Santo e Minas Gerais começaram a chegar aos poucos no domingo de manhã. A força coletiva dos ritmos, cantos e danças mobilizam energias vitais, espirituais e sensuais. A devoção dos corpos me escapa e me atravessa. Os Santos louvados transbordaram de alegria. A igreja aberta dispensa a presença de padres. O diálogo entre devotos e Santos é íntimo e festivo ao mesmo tempo. Testemunho a potência do sagrado em dádivas de si. Gestos generosos alargam o senso da festa. No ritmo do Congo as pessoas se entregam ao corpo que é alma. Na alegria dos encontros quase ninguém se cansa. Quem cansa descansa para tornar a tocar e dançar. A intensidade do tempo é infinita. No final da festa Zé da Casaca, um homem forte, exímio tocador de casaca e bom bebedor de cachaça, me confessa sua tristeza em retornar ao trabalho no dia seguinte. Mas sorrindo ele tem a certeza de voltar no próximo ano.

FOTO: Jérôme Souty

FOTO: Jérôme Souty

FOTO: Jérôme Souty

Zé da Casaca / FOTO: Jérôme Souty


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